Os velhos andam aos pares. Andam aos pares até à porta do café, onde se multiplicam. Multiplicam—se também as queixas, as dores e os copos. É quando ficam singulares que a humanidade tem pena deles. Porque estão sozinhos a suportar as dores, ao invés de terem outro velho corpo ao lado, a definhar como eles próprios. Cada dia, nova doença. Cada diz, menos vida.

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