Vou queimar esta pele com o meu próprio veneno. Deixar que toda ela se vá e criar outra nova. Deixo os ossos, frágeis, para me relembrar dos tombos, dos danos e da escória do mundo. Ainda sinto medo. Pouco, porque já estraguei todas as questões relevantes que o transportam.

Transformar estas mãos em algo que cria ao invés de serem apenas um utensílio para carregar todos os cigarros (entenda-se recordações) que queimo.

Duvido de mim mais do que de deus. Sei que, ainda assim, ele é real para algumas pessoas. Ao contrário de mim. Mas ascender do inferno tornou-se vital. Não há barreiras quando não há expectativas. E já ninguém, a não ser eu, as tem sobre mim. E assim me ergo dos mortos. Espero.

Anúncios