Queria mais. Mas não me acho capaz de porque.

Tudo o que sei é que o peso no peito é cada vez mais insuportável e eu já não me lembro de como tirar isto de mim. A alienação é cada vez mais patente. Não sei falar ou escrever ou exprimir-me. Acho que isso faz com que eu seja menos humana. Não sei definir-me porque não tenho auto-estima e por isso não sei quem sou. Tentei reviver as memórias para me encontrar, fodi-me; fodi-me porque, do que me lembro, já nada é real. E se nunca foi? Queria muito lembrar-me da definição de felicidade. Não da que vem no dicionário mas da que, sei que, já senti. Mas só, e sempre, frio e alheamento.

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