Pudesse eu arrancar pedaços de mim. Fazer o luto por esses podres pedaços e voltar a nascer. Ter só branco na minha vida. Apagar da memória o negro. Ser de novo inteira. Não ter medo. Medo de ser. Medo de perder. Medo de viver.

Quem me seca as lágrimas que não têm fim? Quem está aí? Alguém? Ninguém. A apatia vem a caminho. De boleia com os calmantes. Perdi a memória do que é sentir algo bom. O meu corpo é frio como a morte. Disseram-me que o inferno é quente. É mentira.

Anúncios